Android

Compartilhando arquivos no Android 7 (Nougat) e a exception FileUriExposedException

Posted by rlecheta on novembro 03, 2016
Android, Tutorial / 2 Comments

É raro termos algum erro de compatibilidade ao atualizar as versões do Android no aplicativo, mas no caso do Android 7 (Nougat) temos a exception FileUriExposedException.

Se você ainda não se deparou com ela, logo irá.

Digamos que você possui um aplicativo que tire fotos. Para exemplificar, temos este trecho de código que cria um arquivo e chama a Intent da câmera:

screen-shot-2016-11-02-at-19-26-24

Tudo normal com o código certo? Mas se você atualizar o seu projeto para compilar com a API 24/25 (Android 7) verá uma exception igual esta:

screen-shot-2016-11-02-at-19-14-35

Segundo a documentação do Android, esta exception é lançada ao expor um arquivo por uma Uri para outra aplicação. Neste caso, o erro é porque estamos expondo o arquivo que criamos para a aplicação nativa da câmera, pois a câmera precisa salvar a foto neste arquivo.

https://developer.android.com/reference/android/os/FileUriExposedException.html

Sem mais demoras, vamos logo a solução:

Edite o arquivo AndroidManifest.xml e adicione a tag <provider> dentro da tag <application> .

Exemplo: AndroidManifest.xml

screen-shot-2016-11-02-at-19-19-45

Veja que dentro de <meta-data> é referenciado um arquivo XML @xml/provider_paths com a configuração de compartilhamento para os arquivos da aplicação, neste caso vamos colocar o “.”, para compartilhar tudo desde a raiz.

Exemplo: provider_paths.xml

screen-shot-2016-11-02-at-19-20-46

Feito estas configurações no projeto, basta trocar a linha que cria a Uri do arquivo:

Uri uri = Uri.fromFile(file);

Por esta:

Uri uri = FileProvider.getUriForFile(context, context.getApplicationContext().getPackageName() + “.provider”, file);

Então, o código que chama a Intent da câmera que mostrei anteriormente fica assim:

screen-shot-2016-11-02-at-19-33-55

Exemplo: CameraUtil.java

Pronto! Agora podemos tirar fotos no Android 7 (Nougat). Espero que esta dica ajude alguém 🙂

Para maiores informações, veja a documentação oficial.

device-2016-11-02-193556

Temas no Android: O que fazer se a Action Bar estiver nula.

Posted by rlecheta on outubro 07, 2016
Android, Livro Android, Tutorial / 2 Comments

Olá pessoal, recentemente um leitor da 4a edição do livro de Android veio tirar uma dúvida sobre um erro que acontecia com um exemplo do capítulo 4.

No caso a activity estava herdando de android.app.Activity.


public class AlgumaActivity extends Activity {

... código aqui

// dava erro nessa linha

getActionBar().setDisplayHomeAsUpEnabled(true);

}

O erro reportado foi que dava NullPointer ao acessar a action bar.

OK, mas porque isso acontece?

Na maioria das vezes, se a action bar está nula com certeza é a configuração do tema.

Olhando o styles.xml do meu colega, o tema do projeto estava configurado assim:

a

Vejam que está usando o tema AppCompat, que traz a compatibilidade para várias versões do Android. Este tema substitui os temas Holo, Material, etc e atualmente é recomendado pelo Google. Isso é o esperado mesmo e está correto, pois o Android Studio atualmente gera o projeto desta forma.

O problema é que na época que escrevi a 4a edição do livro, os exemplos eram gerados de outra forma pelo Android Studio, inclusive no github da 4ed está assim:

https://github.com/livroandroid/4ed/blob/master/capitulos/cap04-activity/HelloActivity/app/src/main/res/values/styles.xml

b

Veja que o tema que usei na época da 4ed foi o Holo, que é um específico para Android 3 (API Level 11). Enfim, mas isso está explicado no livro e não quero demorar aqui…

O livro 5a ed que está mais atualizado já traz os exemplos todos com o tema de compatibilidade, portanto este problema acontece apenas nos exemplos da 4 ed, pois o Android Studio mudou a forma de gerar o código dos projetos.

Bom, existem 2 formas de resolver este problema:

1) Caso você queira deixar o código das classes de Activity iguais estavam nos exemplos da 4ed, é preciso alterar o tema do projeto para Holo ou Material, conforme o github da 4ed. Isso é feito alterando o arquivo styles.xml conforme o exemplo que mostrei acima do github.

Basicamente, se o seu tema herda de Holo ou Material, você está usando um tema nativo. Então vc deve sempre usar a android.app.Activity como a activity mãe, e neste caso você pode utilizar o método getActionBar() que retorna a action bar nativa android.app.ActionBar.

Era dessa forma que era feito nos primeiros exemplos da 4 ed. Somente no capítulo de Action Bar que começo a explicar o tema AppCompat de compatibilidade.

2) A segunda forma de resolver, e talvez a recomendada é atualizar o código de todas as Activities para herdar de android.support.v7.app.AppCompatActivity, pois é a activity do tema de compatibilidade. Atualmente o Android Studio gera o projeto com o tema AppCompat, como vimos no styles.xml do meu colega logo no início deste post. Isto indica que o projeto usa o tema de compatibilidade.

Esta configuração de tema atualmente é a indicada. Porém como o fonte da 4ed está antigo, faça as seguintes alterações no código:

  • Altere todas as activities do projeto para herdar de AppCompatActivity.
  • Altere a chamada do método getActionBar() por getSupportActionBar(), pois este último vai retornar a action bar de compatibilidade, que é a classe android.support.v7.app.ActionBar.

Como o Android Studio atualmente gera o projeto com o tema de compatibilidade, na 5ed do livro todos os exemplos já estão assim.

É isso pessoal, este breve post foi só para explicar uma pequena diferença entre a 4ed e a 5ed. Como vimos o Android Studio mudou a forma de gerar os códigos do projeto e isso afetou um pouco, e essas coisas de tema e compatibilidade costumam ser complicadas para quem está estudando Android pela primeira vez :-).

Independente de como estão os códigos-fontes da 4ed e 5ed, estes conceitos é bom conhecer.

Qualquer dúvida perguntem, abs.

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Enviando mensagens de Push com o Firebase Cloud Messaging (FCM) – parte 2

Posted by rlecheta on julho 31, 2016
Android, Tutorial / 16 Comments

Olá pessoal, na Parte 1 deste tutorial aprendemos a criar um app Android para receber mensagens de Push utilizando o Firebase.

Se você ainda não leu, segue link da 1ª parte.

http://ricardolecheta.com.br/?p=862

Na 2ª parte do Tutorial vamos ver como fazer:

  1. Enviar mensagens de Push pelo web service do Firebase (sem utilizar o console);
  2. Exemplo de como ler mensagens do tipo chave=valor no Android.

Vimos que podemos usar o console do Firebase para enviar as mensagens de Push, mas muita gente tem me perguntado como que faz para enviar a mensagem manualmente no código.

Para enviar uma mensagem de Push, basta postar no web service do Firebase um JSON contendo as informações necessárias.

A figura abaixo mostra o endereço URL do endpoint do web service e os parâmetros que precisam ser enviados:

a

Veja que o endpoint do web service do Firebase é:

https://fcm.googleapis.com/fcm/send

Obs: se você não está acostumado com o termo, “endpoint” refere-se a URL de um web service.

Algo importante da requisição, é que ela deve ser feita via POST, e deve-se enviar no cabeçalho HTTP os parâmetros Content-TypeAuthorization.

O valor parâmetro Authorization é igual a “key=SUA_SERVER_KEY”.

A SERVER_KEY do FCM pode ser encontrada na página do Console, dentro das configurações do seu projeto.

Dentro da página do seu projeto, clique em Configurações conforme indicado na figura e depois no link Project Settings. Então entre na tab Cloud Messaging, onde você verá sua SERVER KEY.

b

No meu caso, o valor do parâmetro Authorization ficou assim:

key=AIzaSyBwaM5NAiGSGoft1gIESiuRaVcQTlxHe8E

Se você é novo em programação, procure sobre como fazer requisições HTTP na linguagem que você está programando, seja PHP, Java, Python, etc.. todas tem uma forma de fazer esta requisição.

Eu gosto de testar web services utilizando o plugin Postman do Chrome, pois é simples e prático. Para brincar vamos fazer um teste rápido 🙂

No Postman, siga os seguintes passos:

1) Configure o modo de envio para POST e digite a URL do endpoint do Firebase: https://fcm.googleapis.com/fcm/send

c

2) Clique em Headers e adicione os cabeçalhos Content-TypeAuthorization

Content-Type = application/json

Authorization = key=AIzaSyBwaM5NAiGSGoft1gIESiuRaVcQTlxHe8E

Lembre-se de colocar a sua SERVER_KEY.

d

3) Clique em Body e selecione a opção raw

Digite o seguinte JSON para enviar uma notificação:

{
 "to" : "Digite o Token (registration id) do dispositivo aqui",
 "notification" : {
 "title" : "Mensagem para o Firebase",
 "body" : "Teste firebase"
 }, 
 "data" : {
 "nome" : "Ricardo",
 "sobrenome" : "Lecheta"
 }
}

A figura a seguir mostra como fiz no Postman. Depois de preencher tudo corretamente, é só clicar no botão Send e pronto! Você verá lá em baixo o JSON de resposta do servidor do Google.

g

Veja que no JSON que enviei, mandei tanto o campo “notification” que possui os dados para mostrar o alerta de notificação no dispositivo (title e body), assim como foi enviado a estrutura “data” com os parâmetros com chave e valor.

Neste caso enviei os seguintes parâmetros:

nome=Ricardo

sobrenome=Lecheta

No código, basta ler estes parâmetros conforme mostra a figura abaixo.

Tinham me perguntado como fazer para ler os dados enviados, então é exatamente desta forma que deve-se fazer 🙂

f

Vale lembrar que o Firebase vai mostrar a notificação somente se o aplicativo estiver em background. Caso ele esteja aberto, você deverá ler a mensagem e mostrar a notificação/alerta manualmente.

É isso pessoal, espero que este tutorial tenha ajudado e qualquer dúvida é só perguntar 🙂 , abs.

Enviando mensagens de Push com o Firebase Cloud Messaging (FCM)

Posted by rlecheta on julho 25, 2016
Android, Tutorial / 40 Comments

Olá pessoal.

Esta é a 1ª parte do Tutorial. A 2ª parte está aqui.

No Google I/O 2016 o Google anunciou o Firebase, uma plataforma completa com diversos serviços comuns a aplicativos móveis como analytics, crash reports, notificações push, dentre outros.

firebase

Muito tem se falado do Firebase nos últimos meses, portanto serei rápido neste post. O mais importante que você precisa saber para seguir este tutorial é que ele deve levar no máximo 10 a 15 minutos, e as mensagens de Push do Firebase são gratuitas 🙂

No livro Google Android 5a ed, explico como enviar mensagens de Push no Android com o GCM (Google Cloud Message).

Capa_AndroidLecheta4ed_FINAL

Porém como o GCM foi migrado para o FCM (Firebase Cloud Messaging), é justo atualizar os leitores do meu livro com as novidades 🙂

Neste rápido tutorial vamos aprender a enviar mensagens de Push com a nova plataforma do Firebase, e o projeto que vamos fazer é baseado na documentação do Firebase, disponível neste link:

Set Up a Firebase Cloud Messaging Client App on Android

No github do Firebase você poderá encontrar diversos exemplos, inclusive o quickstart sobre o FCM. Os códigos deste tutorial, serão baseados neste quickstart.

https://github.com/firebase/quickstart-android/tree/master/messaging

Partiu pro código!

1) Passo 1 – Criar o projeto.

Crie um projeto no Android Studio conforme a figura abaixo. Eu escolhi o template Empty Activity.

Tenha atenção no nome do pacote que você vai escolher para o projeto, pois essa informação será necessária depois para configurar o Firebase.

001

2) Configurar o Firebase no Console.

Acesse a página do console do Firebase com sua conta do Google e clique no botão Create New Project.

https://console.firebase.google.com/

002

Escolha um nome para seu projeto, selecione o Brasil como país e prossiga.

Depois de criar seu projeto, você verá a página de administração do Firebase.

003

O Firebase possui APIs para Android, iOS e Web. Neste tutorial estamos criando um app Android, portanto clique no botão Add Firebase to your Android app para configurar o projeto.

No wizard insira o nome do seu pacote, o SHA1 do seu certificado e clique em Add App.

004

Siga o wizard, e no passo 2 faça o download do arquivo google-services.json conforme indicado na figura. Este arquivo contem as configurações da sua conta do Firebase e deve ficar dentro do módulo app do projeto, conforme indicado na figura.

005

No último passo do wizard, temos as instruções de como configurar o gradle. É só copiar o código e colar no local indicado. Veja que devemos alterar o arquivo build.gradle da raiz do projeto, e depois o arquivo app/build.gradle do módulo app.
006

Pronto! Agora vamos voltar ao projeto Android.

3) Configuração do projeto Android.

Crie a classe MyFirebaseInstanceIDService conforme o código deste link:

https://github.com/firebase/quickstart-android/blob/master/messaging/app/src/main/java/com/google/firebase/quickstart/fcm/MyFirebaseInstanceIDService.java

Veja que vamos usar o próprio exemplo de quickstart do Firebase, assim não temos como errar :-).

Nesta classe, o método onTokenRefresh() é chamado quando o aplicativo receber um token (registration id). Como você aprendeu no livro Google Android 5ed, este token representa o identificador do dispositivo e precisa ser enviado ao seu servidor, pois com ele é possível enviar uma mensagem para este dispositivo.

 

@Override
 public void onTokenRefresh() {
 // Get updated InstanceID token.
 String refreshedToken = FirebaseInstanceId.getInstance().getToken();
 Log.d(TAG, "Refreshed token: " + refreshedToken);

// TODO: Implement this method to send any registration to your app's servers.
 sendRegistrationToServer(refreshedToken);
 }

Feito isso, crie a classe MyFirebaseMessagingService. Ela será responsável por receber as mensagens de push e criar notificações para avisar ao usuário.

Novamente, vamos copiar a classe de exemplo do quickstart do Firebase.

https://github.com/firebase/quickstart-android/blob/master/messaging/app/src/main/java/com/google/firebase/quickstart/fcm/MyFirebaseMessagingService.java

O método onMessageReceived(msg) é chamado quando uma notificação de Push é recebida, simples assim 🙂


@Override
 public void onMessageReceived(RemoteMessage remoteMessage) {
 // Faça algo aqui como mostrar uma notificação.
 }

Depois de criar estes 2 serviços  do Firebase, é preciso cadastrá-los no AndroidManifest.xml, conforme mostra a figura abaixo.

b

c

Para ajudar, copie o trecho de código do manifest dos exemplos do Firebase.

https://github.com/firebase/quickstart-android/blob/master/messaging/app/src/main/AndroidManifest.xml

Ao rodar o aplicativo você verá a mensagem que o token deste dispositivo foi gerado com sucesso. Funciona mesmo no emulador do Android SDK.


I/FirebaseInitProvider: FirebaseApp initialization successful
07-23 21:04:53.633 16360-16514/br.com.livroandroid.hellofirebasemessaging D/MyFirebaseIIDService: &amp;amp;amp;amp;lt;strong&amp;amp;amp;amp;gt;Refreshed token&amp;amp;amp;amp;lt;/strong&amp;amp;amp;amp;gt;: cJmLLI-dIR0:APA91bGtuSyWqc-T7kBx_eeC2ANJbBmyl2v1zlZ74afrRiqyJOC0Y7apmfdcDuuKL0JX2_gDpGW-xzROEQS3qKYRXNTfMOloSYoE8o3dqOJobeXTsLHG4jbSU1lQ5JV2-LEM9jN5B_BI

4) Enviando uma mensagem pelo console do Firebase.

Já temos tudo configurado, e só falta enviarmos uma mensagem para testar o Push. O legal do Firebase é que isso pode ser feito pela sua própria página de console.

No console do Firebase, acesse o menu Notifications e envie uma notificação. Basta preencher o campo Message text e selecionar o aplicativo com o seu pacote no campo Target.

d

Ao enviar uma mensagem com o aplicativo aberto, você verá no LogCat conforme indicado na figura abaixo 🙂

MyFirebaseMsgService: Message Notification Body: Hello Firebase!

e

Agora pressione o botão Home do Android e deixe o aplicativo em background. Neste caso ao enviar a mensagem o Firebase vai mostrar uma notificação automaticamente, conforme este print.

f

Veja que a notificação só foi exibida com o app em background, e este é o comportamento padrão do firebase.

Basicamente, existem 2 tipos de mensagens: data messages (pares de chave=valor) e notification messages.

1) As mensagens do tipo data messages são sempre recebidas no método onMessageReceived(removeMessage), independente se o app está aberto ou em background.

Para identificar se a mensagem é do tipo data message, basta verificar se o método getData() retorna um Map com registros (chave=valor).

if (remoteMessage.getData().size() &gt; 0) {
&nbsp; &nbsp;Log.d(TAG, "Message data payload: " + remoteMessage.getData());
}

Neste caso o desenvolvedor é sempre responsável por mostrar uma notificação para o usuário, ou seja, é preciso programar para mostrar a notificação. No código de exemplo do firebase tem até um exemplo disso basta descomentar o código.

Para enviar uma mensagem do tipo data message pelo console do Firebase, entre em opções avançadas e preencha a estrutura de chave=valor, é bem simples. Depois no app você poderá ler os valores.

2) As mensagens do tipo notification messages possuem um comportamento um pouco diferente, e foi esta mensagem que enviamos, pois ela não continha nenhum parâmetro do tipo (chave=valor).

Neste tipo de mensagem, se o app está aberto o método onMessageReceived(removeMessage) é executado. Neste caso, o desenvolvedor é responsável por programar a leitura da mensagem e mostrar a notificação para o usuário. Porém, caso o app esteja em background o Firebase vai mostrar uma notificação automaticamente para o usuário. Ao clicar na notificação os dados da mensagem de push serão enviados para a activity principal do aplicativo, então é só fazer o tratamento ao abrir o app e pronto 🙂

Para maiores detalhes sobre os tipos de notificações veja esse link:

https://firebase.google.com/docs/cloud-messaging/concept-options

É isso pessoal 🙂 Espero que este breve tutorial tenha ajudado a entender um pouco sobre como enviar mensagens de Push com o Firebase. Vale lembrar que o Google ainda vai dar suporte para o GCM um bom tempo, até porque existem muitas aplicações que estão utilizando este serviço em produção. Mas para novos apps, recomenda-se utilizar o Firebase.

Uma dica é usar o Firebase também para aplicativos iOS, pois o serviço de Push do Google é bem mais simples que o serviço da APNS (Apple Push Notification Service) da Apple.

Se você gostou, confira a 2ª parte do tutorial aqui.

Abs

 

github 5ed Livro Android atualizado com PreferenceFragmentCompat

Posted by rlecheta on maio 22, 2016
Android, Livro Android / No Comments

Olá pessoal,

Postei no forum dos livros uma explicação sobre o PreferenceFragmentCompat, e atualizei o git do livro com exemplos.

Mais detalhes aqui.

Livro Android Essencial

Posted by rlecheta on março 15, 2016
Android, Livro Android, Livros / 20 Comments

Olá pessoal,

Foi lançado meu livro Android Essencial  :-).

Esse post é para explicar meu objetivo ao escrevê-lo e qual a diferença com o Livro Android 5ª  edição “a bíblia”.

Android Essencial (384 páginas) é um resumo do livro Google Android, 5ª edição (1.072 páginas).

“Para quem tem o Google Android 5ª edição, não precisa ler esse. Como eu falei o essencial é um resumo da 5ª edição.”

capa_android_essencial

Para começar a explicação, vamos ler o texto que está na capa do livro:

O Android é o sistema operacional móvel mais utilizado no mundo, e o objetivo deste livro é apresentar ao leitor os conceitos essenciais do desenvolvimento de aplicativos para Android, por meio de uma explicação simples e prática.

Android Essencial é um resumo do livro Google Android, 5ª edição, com o objetivo de prepará-lo rapidamente para o mercado. É para leitores que não querem rodeios e precisam aprender logo, seja por questões de estudos ou por uma necessidade de trabalho.

Este livro utiliza o Android Studio, é focado nas boas práticas de interface do Google e do Material Design, e oferece uma abordagem prática direcionada ao desenvolvimento de aplicativos. Durante a leitura você vai desenvolver um aplicativo completo, com boa usabilidade de interface e com acesso a web services e banco de dados, além de utilizar recursos de multimídia e mapas.

O livro também apresenta capítulos resumidos dos principais conceitos da arquitetura do Android, como notificações, intents, broadcast receivers, services, alarmes, mensagens de push, câmera e fotos.

Depois de ler o livro Android Essencial você terá um bom entendimento sobre o desenvolvimento de aplicativos para Android.

O que me levou a escrever o livro foram várias coisas:

  1. Eu precisava de uma forma rápida de treinar novos integrantes da Livetouch. Penso que o livro Google Android 5ª edição precisa ser lido por alguém que queira apavorar no desenvolvimento de apps, mas por ter + de 1.000 páginas ele não era um curso relâmpago, como muitas vezes tenho necessidade. O livro Android Essencial surgiu para isso, penso em usá-lo para treinar rapidamente os novos recursos da empresa, assim como usar em cursos pessoais, cursos na Novatec, e até como guia na Pós Graduação de Dispositivos Móveis e Computação em Nuvem que ministro na Universidade Positivo.
  2. Por ser um resumo do Google Android 5ª edição, o livro é essencial para aprender Android rapidamente, pelo menos o básico e pode ser usado como guia em cursos. Também foi uma ideia da editora Novatec.
  3. O livro Android Essencial tem um custo mais baixo, então também tivemos a ideia de oferecer uma opção de custo mais acessível para quem não pode comprar a 5ª edição.
  4. Outro fator que me levou a escrever, foi ter identificado que muitas pessoas, inclusive devs bons de Android não chegam a ler o livro 5ª edição inteiro. Eu fiz capítulos avançados sobre Threads e várias coisas que percebo que muitos devs não chegam a ler. O mesmo acontece com capítulos como Bluetooth, Gestos, Wear, etc.. É o tipo de assunto que o leitor pode ler ou pesquisar quando ele tiver a necessidade (quando for usar na prática).. mas muitas vezes o que acontece é que o leitor precisa aprender o essencial que é: Instalar Android Studio, criar um projeto e executar no Android/Emulador, criar interfaces (formulários, listas), web services, banco de dados, vídeo, mapa, e é isso!
  5. Sabendo esse básico do desenvolvimento já é suficiente para muitos devs, principalmente aqueles que não vão a fundo. Esse é o caso daquela estudante que precisa fazer o TCC correndo, vai estudar Android rápido e talvez nunca mais.

Creio que é isso pessoal.

Em minha opinião, se você quer um livro de custo mais acessível e quer aprender o básico rápido (android studio, criar telas, listas, web services, banco de dados, mapas, GPS, vídeo, foto, push, etc) e dar um tapa nos conceitos principais (intents, services, receiver, notifications), esse livro é um bom ponto de partida.

Depois de ler o livro Android Essencial você terá um bom entendimento sobre o desenvolvimento de aplicativos para Android, e então você decidirá o caminho a seguir!

Se seu objetivo foi aprender o “essencial” e se sentir satisfeito com o conteúdo, ótimo :-). Penso que vai ser o caso de muitos estudantes que precisam fazer o TCC :-). Mas se você for um desenvolvedor que vai trabalhar com Android todos os dias, recomendo ir mais a fundo. Tendo essa necessidade, você poderá complementar a leitura com o livro Google Android 5ª edição, ou a própria documentação oficial.

Lembre-se: O livro Android Essencial (384 páginas) é um resumo do Google Android 5ª edição (1.072 páginas).

Livro Google Android 5ª edição

Posted by rlecheta on novembro 26, 2015
Android, Livro Android, Livros / 104 Comments

Olá pessoal, foi lançado o livro Google Android 5ª edição 🙂

Esta edição foi lançada (5 meses depois do lançamento da 4ª), e este post é só para tranquilizar quem possui a 4ª edição.

Quem acompanhou o processo de escrita do livro sabe, que um livro de +- 1.000 páginas demora bastante para sair do forno, e na reta final do lançamento (2 semanas antes) teve o Google I/O 2015. Neste evento o Google lançou a lib do Material Design.

Então nas últimas 2 semanas do lançamento da 4ª edição, foi uma correria para eu atualizar o livro e felizmente deu tempo de atualizar muita coisa, como por exemplo:

  • Explicações de Material Design
  • Layout com Tabs
  • Floating Action Button (FAB)
  • SnackBar
  • Animações de transições entre activities

Enfim, é a última vez que atualizo antes do Google I/O rsrs..

Mas nessa atualização de última hora, ficaram dois assuntos de fora, pois não tive tempo.

1ª) Navigation Drawer (menu lateral). Na 4ª edição foi explicado um fragment que gerava o menu lateral. Este fragment foi baseado no template que o próprio Android Studio criava na época.

Na 5ª edição foi alterado para usar o NavigationView, que é o novo componente do Google para criar o menu lateral.

Mas não se preocupe, pois esse componente é muito simples e fiz um tutorial para você entender ele aqui. Assim você não perde nada 🙂

NavigationView – A nova view para criar o Navigation Drawer

2ª) A outra alteração na verdade é uma “adição” de conteúdo. No final do capítulo 15 adicionei uma explicação referente a como criar animações na toolbar durante a rolagem da lista (algo bem comum nos aplicativos atualmente).

Estou falando destas animações na toolbar quando você rola a tela para cima e para baixo:

Este item é um conteúdo novo, portanto não descarta nada do que você aprendeu na 4ª edição.

Sobre estas técnicas de rolagem do Material Design, fiz um tutorial passo a passo bem simples que mostra como aplicá-las em uma tela com uma lista de planetas.

Então recomendo você ver esse post abaixo para complementar seus estudos e aprender à criar estes efeitos. Se você leu meu livro deve estar com um conhecimento bom de Android, então vai tirar este tutorial de letra.

GDG DevFest Sul 2015 – Animações na Toolbar


Bom pessoal, não quero me estender muito, pois foi só isso que mudou na 5ª edição.

Quando fui fazer uma revisão para uma nova impressão do livro, acabei escrevendo demais e o número de páginas do livro mudou. O resultado foi que a editora teve que lançar uma nova edição.

Então quem comprou a 4ª edição, podem ficar tranquilos, pelos motivos já explicados acima.

As vezes é complicado acompanhar tantas mudanças, mas fazemos o possível 🙂

E quem tem o livro sabe onde encontrar o código-fonte… Então qualquer dúvida é só dar uma espiada no fonte dos carros da 5ª edição que você vai ver o projeto completo lá 🙂

Qualquer dúvida, estou a disposição como sempre.

abraços

NavigationView – A nova view para criar o Navigation Drawer

Posted by rlecheta on novembro 23, 2015
Android, Livro Android / 27 Comments

Olá pessoal

No livro Google Android 4ª edição mostrei como fazer o Navigation Drawer (menu lateral) usando um fragment, que foi baseado no próprio fragment que o Android Studio gerava como template ao criar um projeto.

10.002-parte1

No Google I/O 2015 o Google lançou a lib do Material Design e dentre os novos componentes, foi criada a classe NavigationView, que facilita justamente criar este menu lateral.

Usar esta classe não requer prática nem habilidade, e você verá como é simples neste post.

Caso queira ver a explicação direta do Google, no canal do Android Developpent Patterns foi disponibilizado um vídeo explicando como utilizar o NavigationView, recomendo assistir, este canal é show!

Mas vamos explicar passo a passo aqui. Bom, algo simples que você pode fazer é utilizar o próprio wizard do Android Studio e escolher o template do Navigation Drawer conforme esta figura.

Screen Shot 11-23-15 at 04.00 PM

Ao gerar o wizard, você verá que tudo continua como expliquei no livro. É usado o DrawerLayout na raiz do layout e dentro dele o NavigationView (que substitui o fragment que mostrei no livro 4ª edição).

A seguir um exemplo do NavigationView.

Screen Shot 11-23-15 at 04.12 PM

O Navigation view possui 2 propriedades simples para configurar o menu lateral.

A 1ª propriedade é a app:headerLayout=”@layout/nav_header_hello_nav_drawer”, é utilizada para definir o layout do cabeçalho do menu. É possível criar o layout que você quiser aqui, e um bom exemplo é o layout que o próprio Android Studio gera. Na figura abaixo este header é aquela parte verde.

Screen Shot 11-23-15 at 04.17 PM

A 2ª propriedade do NavigationView é o app:menu=”@menu/activity_hello_nav_drawer_drawer”, que define um arquivo de menu (formato XML) para compor as opções do menu lateral.

Ficou tudo muito simples, pois este arquivo de menu possui o mesmo formato do arquivo de menu que usamos para a action bar / toolbar.

Faça os seus testes, e confira o wizard do Android Studio!

Mas e o projeto dos Carros do livro Google Android 4ª edição é possível atualizar para utilizar o Navigation View?

Claro que sim, demora uns 5 minutos se você seguir este tutorial.

1) Altere o arquivo de layout activity_main.xml para declarar o NavigationView. Ele vai entrar exatamente no lugar daquele fragment que mostrei no livro.

Sabemos que o NavigationView vai usar um arquivo de header e menu.

O arquivo de header é o mesmo nas 4ª e 5ª edições:

Já o arquivo com as opções de menu é este aqui aqui. Simples não é?

No código da BaseActivity, é só mudar a implementação do método setupNavDrawer() para usar o NavigationView, segue código-fonte atualizado.

Veja que a forma de tratar eventos é simples, pois é só implementar o método onNavDrawerItemSelected().

	private void onNavDrawerItemSelected(MenuItem menuItem) {
        switch (menuItem.getItemId()) {
            case R.id.nav_item_carros_todos:
                // tratar os eventos aqui
                break;
            case R.id.nav_item_carros_classicos:
                // tratar os eventos aqui
                break;
            case R.id.nav_item_carros_esportivos:
                // tratar os eventos aqui
                break;
            case R.id.nav_item_carros_luxo:
                // tratar os eventos aqui
                break;
            case R.id.nav_item_site_livro:
                // tratar os eventos aqui
                break;
            case R.id.nav_item_settings:
                // tratar os eventos aqui
                break;
        }
    }

É só isso, usar o NavigationView para criar o menu lateral é bem simples, espero que este post tenha ajudado quem quiser entender um pouco mais sobre este componente, e também os leitores do livro Google Android 4ª edição.

Lembre-se que o código-fonte do livro 5ª edição está no github, então é só consultar o app dos Carros sempre atualizado :-).

https://github.com/livroandroid/5ed

GDG DevFest Sul 2015

Posted by rlecheta on novembro 14, 2015
Android, Eventos / 4 Comments

Olá pessoal, o objetivo deste tutorial é mostrar passo a passo como criar o app (vídeo abaixo) demonstrado no DevFest Sul 2015.

Este tutorial será bem prático, então vamos lá!

1) Criar o projeto no Android Studio:

Utilize o o wizard > File > New Project.

Atenção: No wizard digite br.com.devfestsul no campo Company Domain, pois assim todas as classes e código-fonte que forem copiados durante este tutorial vão funcionar prontamente.

Screen Shot 11-13-15 at 05.32 PM

Selecione qualquer API Level. Eu deixei com a opção padrão.

Screen Shot 11-13-15 at 05.32 PM 001

Selecione o template para criar o Navigation Drawer que é o menu lateral.

Screen Shot 11-13-15 at 05.32 PM 002

No final do wizard, aceite o padrão que é criar a MainActivity e clique em Finish.

Screen Shot 11-13-15 at 05.33 PM

2) Execute o projeto no emulador.

O resultado deve ser como a figura abaixo. O wizard do Android Studio já criou o Nav Drawer (menu lateral).
a

3) Faça o download dos arquivos para ajudar na digitação do código.

Para auxiliar a execução do exercício, este arquivo contém algumas activities e fragments para mostrar uma lista de planetas e uma tela de detalhes.

https://raw.githubusercontent.com/rlecheta/DevFestSul2015/master/Resources.zip

Este arquivo não tem nada de mais, e vou explicar cada classe quando chegar o momento.

Ao descompactar o arquivo você verá algumas pastas.

Screen Shot 11-13-15 at 05.54 PM

Entre na pasta resources-1.

Screen Shot 11-13-15 at 05.54 PM 001

Copie ambas as pastas java e res (Fazendo Ctrl+C) e cole (CTRL+V) no Android Studio.

Mas para colar, deixe o Android Studio no modo de navegação Project, e com a pasta /app/src/main selecionada, conforme mostra a figura.

d

Ao colar (CTRL+V), alguns arquivos serão substituídos, como por exemplo, o arquivo colors.xml. Clique em Override for all para confirmar.

Screen Shot 11-13-15 at 05.55 PM 001

Depois de copiar os arquivos você verá várias classes. Não vou explicar cada uma pois isso é Android básico.

A única coisa que você precisa saber é que o fragment PlanetaListFragment mostra uma lista de planetas. Ao clicar em algum planeta, a activity PlanetaActivity é aberta para mostrar os detalhes. Esta activity insere no seu layout o fragment PlanetFragment.

Eu gosto de utilizar este modelo: a activity controla a navegação de telas e os fragments controlam o conteúdo.

Screen Shot 11-13-15 at 05.55 PM 002

Depois de copiar os arquivos, volte o modo de visualização para Android, pois a visualização fica mais enxuta, sendo mais fácil de encontrar os arquivos.


e

4) Adicionando o fragment que lista os planetas.

O layout da activity main mostra apenas um TextView, portanto em seu lugar vamos adicionar um layout de marcação para adicionar o fragment da lista.

  • app_bar_main.xml

Altere esta linha:

 
<include layout="@layout/content_main" />

Por esta:

<LinearLayout
 android:id="@+id/fragContainer"
 android:layout_width="match_parent"
 android:layout_height="match_parent"
 android:orientation="vertical"
 app:layout_behavior="@string/appbar_scrolling_view_behavior" />

Adicione o fragment pela API na classe MainActivity, lá no final do método onCreate(bundle).

  • MainActivity.java
if(savedInstanceState == null) {
 getSupportFragmentManager().beginTransaction().add(R.id.fragContainer,new PlanetaListFragment(),null).commit();
}

O código que lista os planetas está usando algumas libs como RecyclerView e CardView do Material Design. Então vamos adicionar estas bibliotecas (e outras) no app/build.gradle.

compile 'com.android.support:recyclerview-v7:23.1.1'
compile 'com.android.support:cardview-v7:23.1.1'
compile 'com.android.support:palette-v7:23.1.1'
compile 'org.parceler:parceler:1.0.4'
compile 'org.parceler:parceler-api:1.0.4'
compile 'com.squareup.picasso:picasso:2.5.2'

A última configuração é adicionar a activity PlanetaActivity no arquivo de manifesto.

  • AndroidManifest.xml
<activity android:name=".activity.PlanetaActivity" android:theme="@style/AppTheme.NoActionBar" />

Feito isso execute o projeto novamente. O resultado será a lista de planetas (PlanetaListFragment).
c
Ao clicar em algum planeta você verá a tela de detalhes (PlanetaActivity / PlanetaFragment).

Repare que a system bar (barra superior onde mostra o relógio) está transparente na tela do planeta, e isso está errado.
d

Isso acontece porque utilizamos o tema AppTheme.NoActionBar para a activity PlanetaActivity, pois era preciso remover a action bar, a fim de adicionar a Toolbar.

Caso não conheça a Toolbar, sugiro reforçar o conceito antes de continuar.

O problema é que o Android Studio criou um único tema para a 1ª tela que mostra o Nav Drawer e para as demais activities. Porém, este recurso de deixar a barra de sistema transparente deveria ser utilizado apenas pela MainActivity, pois ela precisa disso para o Nav Drawer abrir em tela cheia, sobre a system bar.

Para corrigir o problema, vamos criar um tema mais elaborado, para isso vamos copiar o arquivo /res/values/styles.xml e /res/values-v21/styles.xml da pasta resources-2-styles.

Screen Shot 11-13-15 at 06.22 PM

Depois de substituir os arquivos no projeto, o arquivo de styles.xml será assim:

  • /res/values/styles.xml
<resources>

    <!-- Base application theme. -->
    <style name="BaseAppTheme" parent="Theme.AppCompat.Light.NoActionBar">
        <!-- Customize your theme here. -->
        <item name="colorPrimary">@color/colorPrimary</item>
        <item name="colorPrimaryDark">@color/colorPrimaryDark</item>
        <item name="colorAccent">@color/colorAccent</item>
        <item name="colorControlHighlight">@color/colorControlHighlight</item>
    </style>

    <!-- Tema do projeto -->
    <style name="AppTheme" parent="BaseAppTheme" />

    <!-- Nav Drawer -->
    <style name="AppTheme.NavDrawer" parent="BaseAppTheme" />

    <!-- Toolbar -->
    <style name="AppTheme.AppBarOverlay" parent="ThemeOverlay.AppCompat.Dark.ActionBar" />
    <style name="AppTheme.PopupOverlay" parent="ThemeOverlay.AppCompat" />

</resources>

Já o arquivo da pasta /res/values-v21 vai customizar o tema para o Android 5.0 ou superior.
Note que no AppTheme foi adicionado as propriedades para fazer a animação de transição entre activities. E no tema AppTheme.NavDrawer foi deixado a system bar transparente, algo que vamos usar apenas na MainActivity, pois somente ela mostra o Nav Drawer.

  • /res/values-v21/styles.xml
<resources>

    <!-- Activity Animations para API Level 21 -->
    <style name="AppTheme" parent="BaseAppTheme" >

        <!-- Activity Animations -->
        <item name="android:windowEnterTransition">@android:transition/fade</item>
        <item name="android:windowExitTransition">@android:transition/fade</item>

        <item name="android:windowAllowEnterTransitionOverlap">true</item>
        <item name="android:windowAllowReturnTransitionOverlap">true</item>
        <item name="android:windowSharedElementEnterTransition">@android:transition/move</item>
        <item name="android:windowSharedElementExitTransition">@android:transition/move</item>

    </style>

    <!-- Nav Drawer em full screen para API Levle 21 -->
    <style name="AppTheme.NavDrawer" parent="BaseAppTheme">
        <item name="android:windowDrawsSystemBarBackgrounds">true</item>
        <item name="android:statusBarColor">@android:color/transparent</item>
    </style>

</resources>

Uma vez que os temas estão configurados altere o AndroidManifest.xml para que o tema padrão na tag <application> seja AppTheme. Deixe apenas a MainActivity com o tema AppTheme.NavDrawer. O restante das activities não precisam declarar o tema, pois será utilizado o tema padrão definido na tag <application>.

A figura abaixo mostra como tem que ficar a configuração:

tema

Pronto! Execute o projeto novamente e desta vez a tela do planeta estará com a system bar com a cor azul primaryDark definida no tema e no arquivo colors.xml.

Lembrando que a MainActivity utiliza o outro tema, pois o Nav Drawer abre sobre a system bar, e por isso que neste caso ela precisa ser transparente.

e

5) Brincando com animações durante a transição de telas

No arquivo /res/values-v21/styles.xml o tema AppTheme foi customizado para habilitar as propriedades das animações das activities (no caso de Android >= 5.0).

O segredo para fazer a animação de transição de telas, é utilizar o método ActivityOptionsCompat.makeSceneTransitionAnimation(…) ao invés do clássico método startActivity(intent).

Faça o seguinte: Clique uma vez na raiz do projeto e depois utilize a tecla de atalho Ctrl+Shift+F (Find) para abrir o janela de busca. Na janela digite (1).

Isso vai encontrar no código três lugares onde deixei o comentário (1). A única coisa que você precisa fazer é descomentar o código como vou explicar a seguir.

Na classe PlanetaListFragment troque o startActivity(intent) pelo seguinte código:

  • PlanetaListFragment.java
String key = getString(R.string.transition_key);
ImageView img = holder.img;
ActivityOptionsCompat opts = ActivityOptionsCompat.makeSceneTransitionAnimation(getActivity(), img, key);
ActivityCompat.startActivity(getActivity(), intent, opts.toBundle());

Na classe PlanetaFragment remova o comentário da seguinte linha:

  • PlanetaFragment.java
// (1) Chave da animação
 ViewCompat.setTransitionName(img, getString(R.string.transition_key));

E na classe PlanetaAdapter também remova o comentário:

  • PlanetaAdapter.java
// (1) Chave da animação
ViewCompat.setTransitionName(holder.img, context.getString(R.string.transition_key));

O que fizemos foi ativar a chave compartilhada (transition key) do ImageView entre a tela da lista (adapter) e a tela de detalhes.

Como o ImageView possui a mesma chave de transição entre as duas telas, a transição entre as duas activities será animada.

Portanto vá em frente e execute o código. O resultado será a animação que você viu no vídeo no início deste tutorial.

Por padrão a animação de transição de uma activity é desfeita ao clicar no botão voltar.

Porém, também por padrão, se você clicar no botão up navigation da toolbar (aquele lá em cima com a seta para a esquerda) a animação não acontece.

Mas como eu já chamei o método supportFinishAfterTransition() ao clicar no botão up navigation (android.R.id.home) esta animação foi feita (por isso funcionou). Moral da história, sempre chame o método supportFinishAfterTransition() no lugar do finish() para executar a animação inversa ao sair da tela.

Screen Shot 11-13-15 at 08.59 PM

6) Adicionando as Tabs + ViewPager

A lib do Material Designa possui o componente TabLayout que facilita a criação das tabs, e o melhor de tudo é que ela funciona de forma integrada ao ViewPager.

Neste exemplo vou criar duas tabs, Planetas e Constelações. Porém para facilitar a explicação, vou adicionar o mesmo fragment dos planetas em ambas as tabs ahha. Sendo assim, se quiser melhore o exemplo depois.

Então mãos a obra!

No arquivo app_bar_main.xml, troque o layout de marcação “fragContainer” que adicionamos anteriormente pelo ViewPager:

  • app_bar_main.xml
<android.support.v4.view.ViewPager
 android:id="@+id/viewPager"
 android:layout_width="match_parent"
 android:layout_height="match_parent"
 app:layout_behavior="@string/appbar_scrolling_view_behavior" />

E no mesmo arquivo, logo abaixo da toolbar adicione as Tabs.

<android.support.design.widget.TabLayout
 android:id="@+id/tabLayout"
 android:layout_width="match_parent"
 android:layout_height="wrap_content"
 />

Se precisar confira como ficou o layout do arquivo aqui:

https://github.com/rlecheta/DevFestSul2015/blob/master/Planetas/app/src/main/res/layout/app_bar_main.xml

Na MainActivity, vamos remover o código que adicionava o fragment da lista de planetas:

if(savedInstanceState == null) {
      getSupportFragmentManager().beginTransaction().add(R.id.fragContainer,new PlanetaListFragment(),null).commit();
}

No lugar deste código vamos adicionar o método setupViewPagerTabs();

Este método deverá ser criado na classe MainActivity:

  • MainActivity.java
private void setupViewPagerTabs() {
        // ViewPager
        ViewPager viewPager = (ViewPager) findViewById(R.id.viewPager);
        viewPager.setOffscreenPageLimit(2);

        viewPager.setAdapter(new TabsAdapter(this, getSupportFragmentManager(),getIntent().getExtras()));
        // Tabs
        TabLayout tabLayout = (TabLayout) findViewById(R.id.tabLayout);
        // Cria as tabs com o mesmo adapter utilizado pelo ViewPager
        tabLayout.setupWithViewPager(viewPager);
        int cor = ContextCompat.getColor(this, R.color.white);
        // Cor branca no texto (o fundo azul foi definido no layout)
        tabLayout.setTabTextColors(cor, cor);
    }

Para o código compilar adicione a seguinte linha no arquivo colors.xml. Esta cor é utilizada para configurar a cor do título das tabs.

<color name="white">#ffffff</color>

Pronto, as Tabs + ViewPager já estão funcionando. Ao executar o projeto o resultado será o seguinte:

tabs

7) Brincando com Scroll.

No arquivo include_toolbar.xml adicione o seguinte atributo dentro da Toolbar:

app:layout_scrollFlags="scroll|enterAlways"

Screen Shot 11-13-15 at 09.17 PM

Isso fará com que a Toolbar suma da tela ao fazer o scroll da lista de carros. O print a seguir mostra este efeito ao fazer a rolagem. Se quiser veja no vídeo no início do tutorial que fica mais claro.

a

Ooops, você deve ter percebido algo de errado na figura, ou talvez no emulador. A toolbar invadiu o espaço da system bar e ficou meio pra fora da tela. Tem algo errado.

Isso acontece porque o wizard do Android Studio gerou o código do CoordinatorLayout com o atributo android:fitsSystemWindows=”true” que faz com que este layout ocupe a tela inteira. Mas isso está errado. Esse atributo só deve ser usado no DrawerLayout e NavigationView, lá dentro da MainActivity. Pois somente na tela inicial vamos utilizar o Nav Drawer.

Então remova o código indicado em amarelo na figura:

  • app_bar_main.xml

Screen Shot 11-13-15 at 09.21 PM

Feito isso, o código deve funcionar conforme o esperado.

8) Scroll e o botão FAB.

Outro efeito interessante que é comum encontrar neste tipo de tela, é animar (show/hide) o botão FAB (Floating Action Button) durante a rolagem. Isso pode ser feito implementando uma classe de Behavior customizada, pois o CoordinatorLayout permite que seus filhos reajam ao efeito de scroll por meio desta classe de comportamento.

Já existe no projeto a classe ScrollAwareFABBehavior, portanto basta adicionar a seguinte linha no botão FAB no arquivo app_bar_main.xml:

app:layout_behavior=”br.com.devfestsul.planetas.utils.ScrollAwareFABBehavior”

Screen Shot 11-13-15 at 09.34 PM

Com esta alteração, quando rolar a lista, o botão FAB vai executar a animação definida no arquivo /res/anim/fab_out.xml. E quando a lista rolar novamente para cima, a animação contrária será executada /res/anim/fab_in.xml.

Você pode ver a animação no vídeo mostrado no início do tópico, e como você pode ver o botão FAB vai sumir ao fazer a rolagem da lista e depois vai aparecer novamente.

9) Efeito de rolagem na tela de detalhes.

No vídeo você pode ver que na tela de detalhes o app está mostrando a foto do planeta na Toolbar.

Este efeito é chamado na documentação do Material Design de Flexible space with image.

Para construir este layout, você deve organizar seu layout +- com estes componentes.

15.006

Mas este desenho assusta mais do que o necessário. Na prática é bem simples.

Eu já deixei no projeto a classe CollapsingToolbarActivity que já faz toda a mágica. E o arquivo /res/layout/activity_collapsing_toolbar.xml contém o layout descrito nesta figura.

Você está duvidando que é simples? Então vamos lá.

  1. Altere a classe PlanetaActivity para ser filha de CollapsingToolbarActivity .
  2. Depois copie o fonte do arquivo activity_collapsing_toolbar.xml para o arquivo activity_planeta.xml. Ou utilize o layout activity_collapsing_toolbar.xml.
  3. Chame o método initViews() dentro do método onCreate(bundle).

Confira como ficaram estas 3 alterações:

Screen Shot 11-13-15 at 09.57 PM

Ao executar o projeto e clicar no planeta Terra, o resultado será o seguinte:

No centro do layout a foto do planeta Terra será corretamente exibida, pois isso era o que a classe PlanetaFragment já fazia.

No layout da (AppBar / Toolbar / CollapsingToolbarLayout) está fixo um ImageView com a foto do planeta Marte.

terra

O que precisamos fazer é remover o ImageView do layout da classe PlanetaFragment. Isso deve ser feito tanto no layout XML quanto no código Java.

No arquivo fragment_planeta.xml basta comentar o ImageView como mostra nesta figura:

Screen Shot 11-13-15 at 10.07 PM

E no código da classe PlanetaFragment também remova o código do ImageView.

No lugar do ImageView, utilize o seguinte código (que vai setar a imagem diretamente na App Bar)

CollapsingToolbarActivity activity = (CollapsingToolbarActivity) getActivity();
activity.setAppBarImage(imgPlaneta);

Confira como ficou o código nesta figura:
Screen Shot 11-13-15 at 10.10 PM
Pronto! Execute o projeto e veja que a foto do planeta será mostrada no header da App Bar. E o melhor de tudo é que o scroll flexível já está funcionando. Você verá que afoto do planeta vai diminuir ou aumentar, conforme a rolagem é feita.

terra

10) Mostrando o nome do planeta na AppBar / Toolbar

Até o momento na tela de detalhes, o texto “Planetas” está fixo no header da CollapsingToolbarLayout, pois por padrão o nome do aplicativo é mostrado como título.

Para mostrar o nome do planeta no header, temos que passar o objeto Planeta como parâmetro para a próxima tela, pois atualmente estamos passando apenas o int que é a a referência ao recurso de uma imagem R.drawable.

Para passar parâmetros para a outra tela podemos fazer a classe Planeta implementar a interface Serializable, ou melhor ainda interface Parcelable (que é mais performática). Mas como implementar a interface Parcelable não é simples, vamos utilizar a lib parcels (já adicionada no build.gradle).

Para isso, adicione a anotação @Parcel na classe Planeta conforme indicado na figura.

Screen Shot 11-13-15 at 10.54 PM 001

Na classe PlanetaListFragment vamos trocar a forma de passar parâmetro de:

intent.putExtra("imgPlaneta", p.img);

Para:

intent.putExtra("planeta", Parcels.wrap(p));

Neste caso a classe Parcels faz a mágica de converter o objeto planeta para o tipo Parcelable.

A figura baixo mostra a alteração:
Screen Shot 11-13-15 at 10.59 PM
Na classe PlanetaFragment precisamos ler o objeto Planeta, portanto utilize o código abaixo. Neste caso a foto e o nome do planeta são mostrados na App Bar.

Planeta p = Parcels.unwrap(getArguments().getParcelable("planeta"));
if (p != null) {
	CollapsingToolbarActivity activity = (CollapsingToolbarActivity) getActivity();
	activity.setAppBarImage(p.img);
	activity.setAppBarTitle(p.nome);
}

Para sua validação, a figura abaixo mostra como o código tem que ficar:

Screen Shot 11-13-15 at 11.02 PM
Ao executar o projeto novamente veja que tanto a foto quanto o título do planeta aparecem na App Bar. Na prática este é o espaço do CollapsingToolbarLayout.

O nome CollapsingToolbarLayout é um tanto quanto sugestivo certo?

terra
11) Paleta de cores

Para melhorar ainda mais a brincadeira, vamos brincar com a paleta de cores. O objetivo é extrair a cor da foto do planeta e pintar o fundo da App Bar com esta cor.

Por exemplo, o fundo do planeta Terra ficará azul, mas do planeta Marte ficará meio laranja.

Esta parte é simples, portanto só copie o código do github:

https://github.com/rlecheta/DevFestSul2015/blob/master/Planetas/app/src/main/java/br/com/devfestsul/planetas/fragments/PlanetaFragment.java

Neste código a classe Palette é responsável por fazer a extração da cor. Veja que adicionamos esta biblitoteca no build.gradle no início do tutorial.

Screen Shot 11-13-15 at 11.11 PM

Na figura eu marquei com uma seta dois métodos da classe CollapsingToolbarLayout:

O método setBackgroundColor(color) define a cor de fundo extraída da figura.

O método setContentScrimColor(color) define a cor usada pela toolbar, quando a imagem é contraída. O código extrai a variação escura “dark” para esta cor. No vídeo fica bem claro a diferença de cores.

Você verá que no código também estou pintando cada TextView da tela do planeta com uma cor diferente, todas extraídas da foto por meio da paleta de cores. Por isso deixei 6 TextViews no layout.

12) Botão FAB na CollapsingToolbarLayout

Para fechar o tutorial, adicione este botão FAB no layout da tela do planeta. Veja que ele é ancorado na App Bar.

Screen Shot 11-13-15 at 11.28 PM

Ao executar o projeto, você verá o botão FAB com o símbolo de (+) na App Bar. Ele está lá pois o atributo layout_anchor (âncora) foi definido na App Bar. Simples não é? E o melhor de tudo, é que o botão FAB vai animar automaticamente durante a rolagem.

mais
É isso pessoal, espero que este tutorial tenha ajudado alguém, qualquer dúvida é só entrar em contato. Abs.

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Sistema de permissões do Android 6.0

Posted by rlecheta on outubro 02, 2015
Android, Tutorial / 10 Comments

Olá pessoal, este post visa explicar um recurso importante do Android 6.0 (Marshmallow) que se você não conhecer pode quebrar seu aplicativo.

A partir do Android 6.0 (API 23) os aplicativos precisam pedir permissões em tempo de execução para utilizar determinadas APIs, como por exemplo: escrever no sdcard, câmera, localização, etc.

Farei um resumo aqui, mas recomendo que você leia a documentação oficial para pegar todos os detalhes:

http://developer.android.com/guide/topics/security/permissions.html

http://developer.android.com/training/permissions/index.html

  • Caso o código seja compilado com a API 22 (targetSdkVersion 22), o comportamento antigo ainda se aplica, ou seja, o usuário precisará aceitar todas as permissões no momento da instalação do aplicativo.
  • Caso o código seja compilado com a API 23 (targetSdkVersion 23), o aplicativo será instalado diretamente sem confirmar as permissões. Porém, em tempo de execução o aplicativo deverá solicitar a permissão do usuário para utilizar as funcionalidades restritas. Somente quando o usuário aceitar a permissão, o aplicativo pode usar a funcionalidade desejada.

As permissões são divididas entre normais e perigosas (dangerous). As permissões normais, exemplo: acessar a internet, bluetooth, etc, podem ser acessadas diretamente sem a confirmação do usuário. Já as permissões perigosas, como escrever no sdcard, acessar a localização, utilizar a câmera, etc, precisam da aprovação do usuário.

Para maiores detalhes sobre a lista de permissões, recomendo ler a documentação oficial:

http://developer.android.com/guide/topics/security/permissions.html#normal-dangerous

Dito isso, vamos partir para a prática. Sempre que precisar utilizar alguma funcionalidade restrita precisamos verificar se o usuário já autorizou o acesso. O código a seguir mostra como validar se o usuário permitiu o aplicativo escrever no cartão de memória.

boolean ok = ContextCompat.checkSelfPermission(activity, Manifest.permission.WRITE_EXTERNAL_STORAGE) == PackageManager.PERMISSION_GRANTED;

Caso o retorno seja verdadeiro, podemos escrever um arquivo no cartão de memória, caso contrário precisamos pedir a permissão com o método requestPermissions(activity,permissoes,requestCode). Isso é feito com o seguinte template de código:

 
// Se não possui permissão
if (ContextCompat.checkSelfPermission(thisActivity,WRITE_EXTERNAL_STORAGE) != PackageManager.PERMISSION_GRANTED) {
      // Verifica se já mostramos o alerta e o usuário negou na 1ª vez.
      if (ActivityCompat.shouldShowRequestPermissionRationale(thisActivity,Manifest.permission.WRITE_EXTERNAL_STORAGE)) {
           // Caso o usuário tenha negado a permissão anteriormente, e não tenha marcado o check "nunca mais mostre este alerta"
           // Podemos mostrar um alerta explicando para o usuário porque a permissão é importante.
      } else {
          // Solicita a permissão
          ActivityCompat.requestPermissions(thisActivity,new String[]{Manifest.permission.WRITE_EXTERNAL_STORAGE},0);
      }
} else {
      // Tudo OK, podemos prosseguir.
}

Note que este código utiliza as classes ContextCompat e ActivityCompat para manter a compatibilidade, pois estes métodos de solicitar permissões somente existem no Android 6.0.

Depois de solicitar a permissão com o método requestPermissions(activity,permissoes,requestCode), o usuário verá um alerta para aceitar ou não a permissão, conforme a figura abaixo.

18.004

O resultado da decisão do usuário será entregue via o método onRequestPermissionsResult(int requestCode, String permissions[], int[] grantResults), que recebe como parâmetro o código da chamada (requestCode), a lista de permissões e a lista de respostas do usuário.

@Override
public void onRequestPermissionsResult(int requestCode,String permissions[], int[] grantResults) {
 switch (requestCode) {
      case 0: {
      if (grantResults.length &amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;gt; 0 &amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;&amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp;amp; grantResults[0] == PackageManager.PERMISSION_GRANTED)      {
           // Usuário aceitou a permissão!
      } else {
           // Usuário negou a permissão.
           // Não podemos utilizar esta funcionalidade.
      }
      return;
     }
   }
}

Basicamente é isso!

Entenda que estas solicitações devem ser feitas a medida que você for usando o aplicativo. Por exemplo, somente quando for necessário obter a localização (GPS) você deverá fazer todo esta verificação. E lembre-se que caso o usuário negue a permissão, você deverá desabilitar as funcionalidades, pois qualquer tentativa de utilizar a API neste caso resultaria em uma SecurityException.

Dadas estas explicações, vamos fazer um exemplo prático.

Se você possui o livro Google Android 4ª edição poderá ver que alguns exemplos podem não funcionar no Android 6.0. Na verdade se você compilar o projeto com targetSdkVersion 22 não teremos problemas, pois neste caso, o controle de permissões será feito no momento da instalação, como era antes. Mas às vezes, ao pegar os exemplos do livro, você pode alterar o código para targetSdkVersion 23 (Android 6.0), e neste caso alguns exemplos podem parar de funcionar devido ao erro de permissão SecurityException .

Para brincar um pouco, abra o projeto HelloContatos do capítulo 23 (Agenda e Contatos) dos exemplos do livro Google Android 4ª edição. Como você deve saber, este exemplo lista os contatos da agenda. Este app inclusive mostra como adicionar alguns contatos na agenda (Donald, Mickey e Pateta).

contatos

Mas agora altere o arquivo app/build.gradle para compilar o projeto com API 23.

Ao executar o projeto em um dispositivo com Android 6.0, o aplicativo vai travar, mostrando a famosa mensagem Force Close.

b

Como de costume, sempre que o aplicativo trava devemos olhar os logs no LogCat.

Neste caso o erro foi uma SecurityException (permissão negada).

Screen Shot 10-02-15 at 12.07 AM

Este erro já era esperado, então vamos corrigí-lo.

Como o projeto que lista os contatos utiliza as permissões READ_CONTACTS e WRITE_CONTACTS, precisamos pedir a permissão do usuário para utilizar a agenda de contatos.

Para facilitar a codificação, criei a classe PermissionUtils (use ela como quiser, é apenas uma sugestão). A formatação do código ficou meio zoada, então faça o download do código-fonte do arquivo aqui. PermissionUtils


&amp;amp;amp;amp;amp;amp;lt;pre&amp;amp;amp;amp;amp;amp;gt;package br.com.livroandroid.contatos;

import android.app.Activity;
import android.content.pm.PackageManager;
import android.support.v4.app.ActivityCompat;
import android.support.v4.content.ContextCompat;

import java.util.ArrayList;
import java.util.List;

/**
 * Sistemas de permissão do Android 6.0
 * &amp;amp;amp;amp;amp;amp;lt;p/&amp;amp;amp;amp;amp;amp;gt;
 * http://developer.android.com/preview/features/runtime-permissions.html
 */
public class PermissionUtils {

    /**
     * Solicita as permissões
     */
    public static boolean validate(Activity activity, int requestCode, String... permissions) {
        List&amp;amp;amp;amp;amp;amp;lt;String&amp;amp;amp;amp;amp;amp;gt; list = new ArrayList&amp;amp;amp;amp;amp;amp;lt;String&amp;amp;amp;amp;amp;amp;gt;();
        for (String permission : permissions) {
            // Valida permissão
            boolean ok = ContextCompat.checkSelfPermission(activity, permission) == PackageManager.PERMISSION_GRANTED;
            if (! ok ) {
                list.add(permission);
            }
        }
        if (list.isEmpty()) {
            // Tudo ok, retorna true
            return true;
        }

        // Lista de permissões que falta acesso.
        String[] newPermissions = new String[list.size()];
        list.toArray(newPermissions);

        // Solicita permissão
        ActivityCompat.requestPermissions(activity, newPermissions, 1);

        return false;
    }
}&amp;amp;amp;amp;amp;amp;lt;/pre&amp;amp;amp;amp;amp;amp;gt;

O método validate(…) recebe uma lista de permissões e valida se o usuário já concedeu o acesso. Caso o app ainda não tenha perguntado ao usuário, a acesso é solicitado pelo método requestPermissions(…).

Na MainActivity do projeto HelloContatos, basta adicionar estas linhas de código para validar a permissão e solicitá-la caso necessário:


// Solicita as permissões
 String[] permissoes = new String[]{
 Manifest.permission.READ_CONTACTS,
 Manifest.permission.WRITE_CONTACTS,
 };
 PermissionUtils.validate(this, 0, permissoes);

O código-fonte completo pode ser visto a seguir. Download do fonte: MainActivity

Bom, é isso :-). Se fizermos essa chamada no código vai dar boa. Ao executar o projeto no emulador do Android 6.0, vereremos o seguinte alerta solicitando a permissão do usuário para utilizar a API da agenda de contatos.

alerta

Se o usuário aceitar as permissões, tudo continuará bem e o aplicativo poderá ler os contatos.

Caso contrário, você terá que fazer algumas validações no código (if) para não utilizar as APIs que o usuário não aprovou.

Neste exemplo que fiz, caso o usuário negue a permissão, o aplicativo vai mostrar uma mensagem e sair.

nao

É isso pessoal!

Espero que este post tenha ajudado a entender um pouco sobre a nova API de permissões do Android 6.0.

Lembre-se de atualizar os seus aplicativos e validar no código se as permissões foram concedidas.

E por último, tenha atenção, pois o usuário pode revogar as permissões a qualquer momento, ou seja, ele pode alterar as configurações para permitir ou não o acesso a determinada API.

A figura abaixo mostra as configurações de um aplicativo, mostrando as opções para o usuário revogar as permissões. Portanto, lembre-se de sempre validar se a permissão foi concedida ou não antes de usar as APIs restritas, pois o usuário pode mudar as configurações a qualquer momento.

permi

Links oficiais, recomendado o estudo (leia sobre as boas práticas).